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FATURAMENTO CAI COM MENOS CALOR E ENERGISA TEM LUCRO DE R$ 407 MI, O MENOR DESDE 2020
FONTE: O JACARé POR: EDIVALDO BITENCOURT CREDITO: ARQUIVO
O faturamento da Energisa MS teve redução de 4,3% no ano passado em decorrência das temperaturas amenas e ficou em R$ 6,227 bilhões. A queda impactou no lucro da concessionária de energia elétrica, que teve redução de 32,6% e ficou em R$ 407 milhões, o menor desde 2020.
A empresa é responsável pelo fornecimento de energia elétrica para 1,2 milhão de consumidores em 74 dos 79 municípios sul-mato-grossenses. Apesar de ser implacável com o consumidor, que tem o nome protestado em cartório e tem a luz cortada em caso de inadimplência, a companhia reduziu o investimento em 2,6% e não acabou com as queixas de problemas no fornecimento de luz no Estado.
O faturamento da Energisa teve queda de 4,3%, conforme o balanço, passando de R$ 6,5 bilhões, em 2024, para R$ 6,2 bilhões em 2025. A receita corrente líquida teve oscilação negativa de 5%, de R$ 4,7 bilhões para R$ 4,5 bilhões.
A redução é reflexo do calor menos intenso no ano passado. Graças as temperaturas amenas, houve redução no consumo de energia elétrica e a venda para as residências teve redução de 2,5%, de R$ 2,491 bilhões para R$ 2,331 bilhões. Já para o comércio, a redução chegou a 19,6%, de R$ 732,1 milhões para R$ 588,6 milhões. Na indústria, houve diminuição de 23,7%, de R$ 171 milhões para R$ 130,5 milhões.
A queda no faturamento reduziu o lucro da concessionária em 32,6% no período, de R$ 603,7 milhões, em 2024, para R$ 407 milhões no ano passado. O lucro líquido caiu 26,9%, de R$ 517,1 milhões para R$ 378 milhões. O resultado é o menor desde 2020, quando houve a pandemia da covid-19 e o lucro foi de R$ 342 milhões.
CONFIRA O LUCRO LÍQUIDO DA ENERGISA MS NOS ÚLTIMOS SEIS ANOS:
- 2025 – R$ 407 milhões
- 2024 – R$ 603,7 milhões
- 2023 – R$ 609 milhões
- 2022 – R$ 556,8 milhões
- 2021 – R$ 560,8 milhões
- 2020 – R$ 342 milhões
MENOS INVESTIMENTOS
A concessionária investiu R$ 763,8 milhões no ano passado na melhoria do sistema em Mato Grosso do Sul. O montante significa redução de 2,6% em relação aos R$ 784,2 milhões aplicados no ano anterior.
A dívida total da companhia fechou 2025 com R$ 3,8 bilhões.
A maioria dos chefes na companhia é formada por homens. Dos sete diretores, seis são do sexo masculino e apenas uma é mulher. De acordo com o balanço, no Conselho de Administração, os três integrantes são homens.
Outro dado é que a mulheres chefes recebem salários inferiores dos colegas do sexo masculino. Elas tiveram salário médio de R$ 250,7 mil em 2025, contra R$ 269,5 mil pago a eles. Já entre os trabalhadores sem cargos de chefia, as mulheres ganha mais (R$ 69,5 mil) do que os homens (R$ 55,9 mil).
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