Protesto
INCRA PROMETE ASSENTAR 5 MIL FAMÍLIAS EM MS E ENCERRA PROTESTO DE SEM-TERRA
FONTE: O JACARé POR: EDIVALDO BITENCOURT CREDITO: O JACARé
O presidente nacional do Incra, César Aldrighi, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, comprometeram-se assentar 5 mil famílias ainda neste ano em Mato Grosso do Sul. A meta audaciosa promete retomar a reforma agrária no Estado, parada há 12 anos, e encerrou a onda de protestos de sem-terra, que culminou com o bloqueio por seis horas da BR-163, em Campo Grande.
Os trabalhadores rurais sem-terra estavam acampados no Incra da Capital, na Rua 13 de Maio, desde o início da semana passada. Durante o protesto, eles exigiam a retomada da reforma agrária.
Na última sexta-feira (20), sete movimentos bloquearam totalmente a BR-163, na saída para São Paulo, e causaram congestionamento de 16 quilômetros. A Polícia Rodoviária Federal monitorou o protesto. Aldrighi prometeu vir à Capital para negociar e convenceu o grupo a liberar a rodovia.
De acordo com Jonas Carlos da Conceição, o Beto do Movimento Popular, coordenador do MPL (Movimento Popular de Luta), desde 2014, nenhuma família é assentada no Estado. O programa ficou suspenso no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), de Michel Temer (MDB) e de Jair Bolsonaro (PL).
Os primeiros três anos de Lula (PT) também foram marcados pela suspensão da reforma agrária no Estado. De acordo com Beto do Movimento, 19 mil famílias sem-terra aguardam a retomada da reforma agrária no Estado. Ele estima que 5 mil estão acampadas em barracos de lona às margens das rodovias.
Na reunião deste sábado, de acordo com Beto, César Aldrighi e Paulo Teixeira prometeram assentar 5 mil famílias até o fim do ano no Estado. O Incra vai destinar R$ 100 milhões para a compra de uma fazenda, que deverá contemplar 1,1 mil famílias, de acordo com o deputado federal Vander Loubet (PT).
Outras áreas, já selecionadas e vistoriadas pela superintendência regional do Incra, também podem ser adquiridas neste ano para retomar o programa no Estado.
A mobilização do Incra impediu que os protestos dos sem-terra, que estavam sendo incentivados por grupos políticos ligados a Bolsonaro, continuassem até segunda-feira (23) e carimbassem a visita de Lula ao Estado.
