• Segunda, 24 de Agosto de 2026

CÂMARA DE DOURADOS TROCA 'SEIS POR MEIA DÚZIA' E CONTA SOBRA PARA O TRABALHADOR: R$ 60 MIL MAIS CARA!

Por que o dinheiro do povo sempre muda de bolso, mas nunca diminui? Enquanto o cidadão douradense rala para fechar as contas do mês, a presidência da Câmara Municipal parece não ter problemas com o orçamento

POR: REDAçãO, PRONTO FALEI CREDITO: DIVULGAçãO


Presidente da Câmara de Dourados, Liandra Brambilla

Na edição desta quinta-feira (21), a presidente da Casa, vereadora Liandra Brambilla (PSDB), autorizou uma manobra contratual que, no mínimo, deixa um cheiro estranho no ar. Sem licitação — a famosa "inexigibilidade" —, a Câmara fechou um contrato de R$ 240 mil com o escritório Bertotto e Ruza Advogados Associados.


O objetivo bonito no papel? "Fortalecer a governança" e blindar a administração contra fraudes, aplicando a Nova Lei de Licitações. A justificativa oficial é aquela de sempre: a Câmara alega que não tem funcionários de carreira com capacidade técnica para dar conta do recado.


Mas o que realmente chama a atenção é o "malabarismo" financeiro e os nomes envolvidos nos bastidores.


Para entender a indignação, precisamos voltar três meses no tempo. Em fevereiro, a mesma vereadora Liandra rescindiu um contrato de R$ 180 mil com o escritório do advogado Igor de Melo Souza. Sabe qual foi a justificativa para o fim daquele contrato? Mudança no nome da empresa, que passou a se chamar... Bertotto & Ruza Advogados Associados.


Ou seja: o contrato antigo acabou, a empresa mudou de nome, o serviço continuou praticamente o mesmo, mas o preço... Ah, o preço subiu!

A conta é simples: em outubro era R$ 180 mil. Agora, em maio, virou R$ 240 mil. São R$ 60 mil a mais saindo dos cofres públicos em um intervalo de apenas três meses. Uma inflação que nenhum trabalhador de Dourados consegue no salário.


Se a matemática já assusta, o histórico do escritório preocupa ainda mais. Essa mesma empresa, a Bertotto & Ruza, esteve no centro de uma polêmica recente na cidade vizinha de Caarapó.


Lá, eles tentaram o mesmo movimento para abocanhar um contrato de quase R$ 260 mil. O problema? O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ligou o alerta, começou a investigar o caso por suspeita de irregularidades, e a prefeita de Caarapó preferiu dar o dito pelo não dito e revogou tudo.


Mas em Dourados, parece que o sinal vermelho do Ministério Público não foi suficiente para frear a canetada da presidência.


Vale lembrar que a própria Nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021), em seu Artigo 11, deixa bem claro: a responsabilidade total pela governança e por fiscalizar onde o dinheiro é aplicado é de quem assina embaixo. Neste caso, a batata quente está toda nas mãos da vereadora Liandra Brambilla.


Resta saber até quando o contribuinte douradense vai assistir passivo a contratos milionários sendo desfeitos e refeitos com reajustes gordos.


Com a palavra, os órgãos de fiscalização.

 

 

 



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