Investigação
A SAGA DA MOTO ESPACIAL: FROTA DA PREFEITURA DE CAMPO GRANDE REGISTRA QUILOMETRAGEM LUNAR ENQUANTO FALTA REMÉDIO BÁSICO NA SAÚDE
Enquanto a prefeitura de Campo Grande gasta R$ 21,8 milhões em combustível com um controle que beira a ficção científica, a única certeza é que a realidade superou qualquer episódio de Star Trek
POR: REDAçãO, PRONTO FALEI CREDITO: ARQUIVO
Uma auditoria feita pelo Conselho Municipal de Saúde, revelou que a frota municipal parece estar testando espaçonaves disfarçadas de veículos oficiais. O grande destaque da frota intergaláctica vai para uma moto Yamaha XTZ 250, que registrou uma viagem fantástica de 94 milhões de quilômetros, o equivalente a 244 idas e voltas até a Lua. Para cumprir tal proeza no mundo real, o motociclista teria que rodar a cidade inteira 62 vezes por dia, sem parar para um cafezinho.
O relatório identificou 120 transações suspeitas em 81 veículos diferentes. O padrão é curioso, pois os números antigos ganham um dígito extra misterioso, transformando um passeio comum em expedições dignas da NASA.
Além da moto campeã, quatro caminhonetes Hilux decidiram dar uma voltinha pelo sistema solar, acumulando viagens de 7 a 8 vezes até a Lua. Entre um abastecimento e outro, ambulâncias registraram saltos de hodômetro que representam ir e voltar de São Paulo 25 vezes num piscar de olhos.
Enquanto os veículos oficiais colecionam quilômetros interestelares, a população enfrenta um pequeno detalhe terrestre: falta dipirona nos postos de saúde. O remédio, conhecido por ser um dos mais baratos do mercado, sumiu justamente no momento em que a fatura do combustível explode.
Para fechar o pacote de bizarrices, a auditoria ainda encontrou cartões de abastecimento vinculados a 13 servidores aposentados e gastos de R$ 400 mil em combustíveis para abastecer cinco sucatas encostadas e destinadas ao leilão.
Agora, resta saber se o próximo relatório será investigado pela Terra, pela Lua ou pelo GECOC e Gaeco.
