Política
ALAN GUEDES ARMADO ATÉ OS DENTES, DAQUILO QUE NÃO IMPORTA PARA A POPULAÇÃO DOURADENSE
FONTE: PRONTO FALEI POR: REDAçãO, COM TRECHOS EXTRAíDOS DA COLUNA OPINIãO EM PAUTA CREDITO: REPRODUçãO
Pegou mal, mas muito mal, a fala do prefeito de Dourados na última semana a respeito dos vereadores da Câmara. Como de costume, jogando afirmações aos ventos, Alan Guedes quebra princípios que um bom internacionalista jamais deveria abrir mão. De acordo com o mandatário, seu celular está municiado até os dentes de provas que podem colocar em xeque a credibilidade de alguns parlamentares. Mas, numa narrativa quase que messiânica, a hora de revelar tais provas ainda não chegou.
A declaração de Alan Guedes é caso para o judiciário e para a Polícia. Caso de quebra de sigilo telemático, já que o corajoso prefeito sacou o telefone como arma política e que contém provas de coisas feitas por “gente que não é séria”. Pode ser uma “arma “sem balas, apenas para gargantear para os puxa sacos. Mas pode ser uma .40, já que se diz por aí que o telefone do prefeito tem conversas em forma de mensagens que é coisa de se ler de nariz tapado...
A postura do chefe do Executivo foi duramente criticada na última sessão, mas somente pelos vereadores de oposição, numa, cada vez mais rara, defesa institucional do Casa de Leis douradense. A fala do prefeito resultou, inclusive, em requerimento do vereador Marcio Pudim (PSDB) que cobra do prefeito explicações sobre as possíveis provas que podem determinar a seriedade de alguns membros do parlamento.
Já o presidente da Casa, Laudir Munaretto (MDB), optou por silenciar. Até porque, sabe-se lá de quem é que Alan Guedes está falando. Ele não deu nomes, não indicou nenhuma pista sequer. Em uma gestão que não tivesse “o rabo preso” o representante maior de todos os vereadores iria para cima, simbolicamente falando, do prefeito, exigiria do chefe do executivo a divulgação dessa tal lista de gente que não são sérias e com mandato.
Para a população, a fala do prefeito não pareceu nenhum pouco relevante. É que o douradense queria de verdade que o prefeito estivesse municiado é de um portfólio de serviços prestados e investimentos bem executados. Um programa de governo cumprido e uma boa dose de cuidado e boa aplicação do recurso público nos bairros. A fala só teve relevância, de verdade, para a bolha do prefeito.
Sexta-feira, 7/6, comemoramos o Dia da Liberdade de Imprensa. A data marca o princípio mais importante para o bom exercício do jornalismo. Atividade essencial para a democracia e a defesa dos valores que regem nossa sociedade, o jornalismo é a ferramenta que guia o desenvolvimento da sociedade com transparência e coragem. Lamentavelmente, em Dourados, essa liberdade é sufocada. A falta de compromisso da administração municipal com a liberdade de imprensa se manifesta quando a prefeitura silencia questionamentos respaldados na Lei de Acesso À Informação, ignorando pedidos reiterados de posicionamento e esclarecimento de denúncias e dúvidas. A verdade é que a administração é reflexo do seu chefe.
