Cotidiano
PREÇO DA CESTA AUMENTA E DOURADENSE JÁ GASTA QUASE MEIO SALÁRIO COM ALIMENTAÇÃO
FONTE: DOURADOS EM PAUTA POR: REDAçãO CREDITO: INTERNET
O custo da cesta básica em Dourados registrou um aumento de 4,02% em maio comparado a abril, conforme pesquisa do curso de Ciências Econômicas da FACE-UFGD (Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da Universidade Federal da Grande Dourados). O levantamento foi realizado entre a última semana de maio e a primeira de junho.
Em abril, a cesta básica custava em média R$ 659,41, representando 46,70% do salário mínimo de R$ 1.412,00. Já em maio, o valor subiu para R$ 685,94, equivalente a 48,58% do salário mínimo. Essa elevação indica que os trabalhadores douradenses precisaram destinar uma parcela maior de seus rendimentos para a compra dos mesmos itens.
Para a pesquisa, foram considerados os produtos da cesta básica conforme a lista do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que inclui açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão francês e tomate.
Entre os 13 produtos pesquisados, sete apresentaram aumento de preço em maio. Os itens que mais subiram foram a batata, com alta de 43,69%, o leite, que subiu 17,80%, e o tomate, com aumento de 15,76%. Também tiveram aumentos a farinha de trigo, arroz, café e óleo de soja.
Por outro lado, o feijão foi o produto que mais teve queda no preço, registrando uma redução de 22,85%. Outros produtos que apresentaram diminuição nos preços foram a banana (queda de 8,63%), o açúcar (5,87%), o pão francês (4,43%), a margarina (2,15%) e a carne (0,57%).
Este levantamento mensal faz parte do Projeto de Extensão Índice da Cesta Básica do Município de Dourados da FACE-UFGD, que visa monitorar as variações de preços e o impacto econômico para a população local. A alta no valor da cesta básica reflete a pressão inflacionária sobre os alimentos e destaca a necessidade de políticas públicas eficazes para mitigar os efeitos sobre os consumidores, especialmente os de baixa renda.
