• Quarta, 02 de Setembro de 2026

MUDANÇAS GLOBAIS IMPACTAM HISTÓRICO CLIMÁTICO EM DOURADOS

FONTE: DOURADOS EM PAUTA POR: REDAçãO COM JUSSIER LUCAS CREDITO: DOURADOS EM PAUTA


Fonte: Dourados em Pauta Por: Redação com Jussier Lucas Credito: Dourados em Pauta

Dourados tem enfrentado os efeitos das mudanças climáticas globais. É o que afirma o pesquisador da Embrapa Agropecuária, Ricardo Fietz. Mais quente e seca neste mês de junho, a maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul apresenta sinais atípicos para o comportamento climático no período.

Completando 31 dias sem chuvas, o último registro significativo aconteceu em 25 de maio totalizando 47 milímetros de volume pluviométrico.

"Não há previsão de chuvas para os próximos dias. Uma frente fria deverá ingressar na região a partir de quarta-feira, diminuindo as temperaturas, mas sem previsão de chuva", revela o especialista.

O padrão de chuva para junho e o primeiro semestre de 2024 também preocupa. Fietz explica que o mês que fecha o primeiro semestre deste ano provavelmente não deverá registrar chuva, o que seria atípico, considerando a média histórica de 70 mm para este mês.

"Deverá ser o mês de junho com o menor índice pluviométrico em 47 anos, desde 1979, quando a estação meteorológica da Embrapa de Dourados começou a operar", afirma.

Quando se analisa os registros totais do primeiro semestre, os números também preocupam. "O total de chuva foi bem menor do que o esperado, apenas 60% da média histórica mensal", comenta Fietz.

Ao ser questionado sobre as possíveis causas dessas mudanças, o pesquisador aponta o aumento das temperaturas médias como um fator relevante. Ele revela que em Dourados, nos últimos doze meses, as temperaturas médias mensais têm sido superiores às médias históricas.

“Este deverá ser o mês de junho mais quente em 24 anos", destaca. Ele atribui essas elevações das temperaturas às mudanças climáticas globais em curso.

Nesta terça-feira (25), Dourados amanheceu com céu nublado e temperaturas amenas. A máxima não deve superar os 30°C, conforme a previsão meteorológica.

Fietz conclui com alerta para a importância de medidas preventivas e cuidados redobrados diante dos impactos da estiagem prolongada. Com a secura do tempo, aumentam as incidência de doenças respiratórias, pequenos focos de queimada e impacto na produção agrícola.



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