Política
CABO ELEITORAL DE ALAN, CIRO NOGUEIRA QUER PENALIZAR ERROS EM PESQUISAS ELEITORAIS
Ciro esteve em Dourados para, ao lado da senadora Tereza Cristina, fortalecer a campanha de reeleição do atual prefeito
FONTE: DOURADOS EM PAUTAPOR: REDAçãO, COM AGêNCIA SENADOCREDITO: DIVULGAçãO
Punir pesquisas eleitorais realizadas nos sete dias antes das eleições que apresentem previsões muito diferentes dos resultados verificados nas urnas. Esse é o objetivo do PL 3.916/2024, projeto de lei apresentado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Cabo eleitoral e líder do partido de Alan Guedes, Ciro esteve em Dourados para, ao lado da senadora Tereza Cristina, fortalecer a campanha de reeleição do atual prefeito.
O PL do senador prevê que as diferenças consideradas passíveis de punição são aquelas que estejam fora da margem de erro previamente estabelecida. O texto, se já estivesse em vigor, poderia ser objeto de ação contra a última pesquisa eleitoral divulgada em Dourados, no dia 05 de outubro. Segundo o Instituto de Pesquisas Pinheiro (MS-03300/2024), Marçal Filho (PSDB) e Alan estariam diante de um possível empate técnico, com margem de erro de 4,38%.
A campanha de Alan Guedes explorou ao máximo o resultado da pesquisa, na tentativa de mostrar crescimento diante do resultado levantamentos divulgados anteriormente.
Contudo, o resultado das urnas confirmou o que outras pesquisas como as do Instituto Ranking e Novo Ibrape já vinham evidenciando: Marçal ganhou com larga distância alcançando diferença histórica. O tucano levou a disputa pela Prefeitura de Dourados com mais de 50% dos votos, que representaram 60,4 mil votos, enquanto Alan obteve apenas 28%, em razão dos 34,027 votos recebidos nas urnas.
Ciro protocolou o projeto dias depois do primeiro turno das eleições municipais de 2024 e, depois de ser lida em Plenário, a proposta seguirá para uma ou mais comissões temáticas, para parecer.
De acordo com a proposta, que altera a Lei das Eleições (Lei 9.504, de 1997), a entidade ou empresa responsável por essa pesquisa será proibida de registrar e divulgar novas pesquisas de intenção de voto por cinco anos, e a mesma proibição será aplicada ao estatístico responsável.
DESINFORMAÇÃO E VOTO ÚTIL
Ciro Nogueira afirma que erros graves de pesquisas eleitorais podem resultar em "um grave fenômeno de desinformação" e influenciar indevidamente os eleitores.
"Eleitores indecisos, ou mesmo aqueles que já possuem uma preferência definida, podem optar pela estratégia do voto útil [quando o eleitor vota num candidato apenas para evitar que seu concorrente vença]" a partir de informações erradas, alerta ele.
