• Quarta, 26 de Agosto de 2026

AUDITORES DA RECEITA FEDERAL FAZEM NOVO PROTESTO EM MS

FONTE: DOURADOS NEWS POR: ADRIANO MORETTO CREDITO: LIGADO NA REDAçãO


Auditores-fiscais da Receita Federal voltaram a paralisar as atividades nos postos de Mundo Novo e Ponta Porã, municípios sul-mato-grossenses que estão na linha de fronteira com o Paraguai.

O protesto foi retomado nesta quarta-feira (19/2) em meio a pedido de melhorias à categoria.

Nas duas cidades, as operações de liberação de cargas de exportação e importação nas unidades alfandegárias estão suspensas por tempo indeterminado. Centenas de caminhões aguardam liberação para seguir viagem.

Em nota publicada nas redes sociais, o Sindifisco Nacional – entidade que representa os auditores-fiscais da Receita Federal – alega que a situação nas unidades da Receita Federal é alarmante diante do déficit de pessoal, precariedade na infraestrutura e equipamentos inoperantes que colocam em risco o controle de fronteiras e a segurança do país.

“A falta de investimentos na Receita Federal facilita a entrada de mercadorias ilegais, enfraquece a arrecadação e compromete a segurança nacional”, diz o publicado pelo sindicato.

Além das ações estruturais, o Sindifisco também cobra negociação salarial com a categoria.

Na segunda-feira, a Unafisco Nacional (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) corresponsabilizou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pela situação que se encontra a Receita.

No entender da Associação, o titular da pasta priorizou outras áreas sob sua gestão e ignorou demandas da instituição, causando revolta dos servidores.

“A percepção da Unafisco é de que Haddad é corresponsável pela greve porque priorizou outras áreas sob sua gestão, ignorando demandas da Receita, alimentou a revolta dos auditores fiscais. A PFN (Procuradoria da Fazenda Nacional), subordinada ao mesmo ministério, recebeu reajustes salariais de 19% para os próximos dois anos, enquanto os auditores tiveram seu vencimento básico congelado. Esse tratamento desigual foi a "gota d'água" para a greve, já que os auditores consideram seu trabalho tão estratégico quanto o da PFN”, afirma a nota.

O Ministério da Fazenda não se pronunciou sobre o caso.

SEGUNDA PARALISAÇÃO
Esta é a segunda ação dos auditores-fiscais da Receita Federal em Mato Grosso do Sul em pouco menos de um mês. No dia 23 de janeiro, os servidores intensificaram a fiscalização de cargas, causando congestionamentos nas unidades aduaneiras na fronteira com o Paraguai (Ponta Porã e Mundo Novo) e Bolívia (Corumbá).

A mobilização ocorre desde julho de 2024 diante da falta de diálogo, segundo eles, com o governo.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.