• Quarta, 26 de Agosto de 2026

ACAMADO VÊ FERIDA 'PODRE' SECAR E SE EMOCIONA COM POMADA 'VINDA PELA MÃO DE DEUS'

Ele ficou tetraplégico após acidente em um parque aquático em Campo Grande

FONTE: TOP MIDIA NEWS POR: THIAGO DE SOUZA CREDITO: REPóRTER TOP


Mauro Apparecido Mori Netto, 47 anos, vítima de tetraplegia, se emocionou com o efeito rápido de uma pomada para conter as escaras - feridas em carne viva na pele que surgem após longo período na cama. Morador do Santa Luzia, em Campo Grande, o paciente diz que o produto chegou a ele ''pelas mãos de Deus''.

O paciente é ex-motorista de aplicativo, que fraturou o pescoço em um parque aquático, há cinco anos, na Capital. Ele agradeceu a reportagem do TopMídiaNews sobre a difícil situação que vivia com o ferimento em carne viva, e por meio dela recebeu a pomada.

''Deus trabalha em tudo né... graças a Deus, através do trabalho de vocês [imprensa], que chegou a essa pessoa [doadora da pomada] até mim... muito maravilhoso que gente recebeu essa bênção, celebrou Netto.

O morador fez questão de fazer um agradecimento público e compartilhar a experiência com a pomada. Ele detalhou que uma mulher o procurou e o apresentou uma terapia chamada de ''Hidratação dos Tecidos Conjuntivos''. Junto, ela levou a pomada para ''fechar'' as escaras.

''Em um dia só ela fechou a escara. Foi uma coisa... parece um milagre'', exaltou o paciente. Ele mandou as fotos do ''antes e depois'' da escara, que mostram a evolução no estreitamento da ferida. No entanto, as imagens ainda são fortes e precisam ser borradas.

O ex-motorista garante que a divulgação da pomada não se trata de comércio, nem vem de empresa grande. Ele quer sugerir para pessoas acamadas como ele e que sofrem com as escaras.

''Isso vai ajudar muitos tetraplégicos, pessoas que sofrem com úlceras... '', opinou a vítima de acidente.

Recentemente, Mauro Apparecido passou pela Santa Casa, já que, por conta da ferida aberta, poderia ter contraído uma bactéria.

RELEMBRE
Em 2020, Mauro foi descer em um toboágua de um parque na saída para Três Lagoas e disse que não havia monitores que fazem o controle de quem desce – na largada e nem no destino, que é a piscina. Ele se desequilibrou ao tentar desviar de outros banhistas e bateu a cabeça, resultando em uma fratura no pescoço.

Ainda segundo o paciente, também não havia guarda-vidas nem outro tipo de profissional especializado, muito menos materiais adequados como prancha ou protetor cervical. Foi dito que o manuseio incorreto dele após o acidente é que agravou o quadro de saúde e pode ter até causado a tetraplegia.

A empresa alegou que a culpa foi do cliente, que teria descido de barriga para baixo. A defesa de Mauro rebateu e trouxe fotos do próprio parque provando que a prática era permitida.

Após o acidente, Mauro processou a empresa pedindo indenização, mas a parte ré utiliza de diversos recursos que tornaram a ação morosa. O advogado do paciente destacou que houve vitória do cliente na primeira e segunda instâncias, mas que a ação está em fase final.

CAMA
O ex-motorista sofre com problemas financeiros e físicos, já que passa muito tempo acamado. As escaras são apenas um dos problemas vividos por ele, que apelou por equipamentos especiais para tetraplégicos.

Os proprietários do parque foram acionados, mas nunca responderam o contato. O espaço segue aberto.



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