• Segunda, 24 de Agosto de 2026

DEDICADO E CUIDADOSO: NELSON ERA ALICERCE DA FAMÍLIA E PASSA ENSINAMENTOS AO NETO

Avô e neto foram assassinados na noite deste sábado

FONTE: TOP MíDIA NEWS POR: ELIZEU RIBEIRO, DAYANE MEDINA E MéRI OLIVEIRA CREDITO: REPRODUçãO


Ainda bastante abalados e perplexos, amigos e familiares prestam as últimas homenagens ao policial aposentado Nelson Carvalho Vieira, de 67 anos, e ao seu neto Denner Vieira Vasconcelos, ambos assassinados a tiros na noite deste sábado (24), na Moreninha II, em Campo Grande.

O avô e o neto eram pessoas queridas e ao longo de suas vidas conseguiram conquistar amizades e deixar um legado de trabalho e dedicação a família, como foi o caso do PM aposentado.

Nelson, chamado carinhosamente de ‘Vovô Carvalho’, era um trabalhador incansável e figura querida na comunidade. Ex-policial, mantinha um pequeno lava-jato em casa, onde lavava carros de vizinhos e amigos. Mais do que isso, era o alicerce da família. Criou os netos após a filha ficar viúva, dividindo o tempo entre o trabalho e os cuidados com as crianças.

“Ele defendia os netos com tudo”, contou emocionada Alessandra, familiar das vítimas. “Desde pequenos, foi ele quem cuidou. Minha mãe também ajudava sempre. Era ele quem estava ali quando a filha precisava sair para trabalhar. Sempre presente.”

“Era um homem trabalhador, pacífico e do bem”, disse Edgar Calixto nas redes sociais.

Um morador da região disse que Denner trabalhava entregando lanche, ajudava o avô e fazia faculdade. “Era um jovem tranquilo e estudioso”.

Abaladas com os dois assassinatos na família, Alexandra e Regina dizem que a morte de Denner Vieira Vasconcelos e do avô, policial aposentado Nelson Carvalho Vieira, de 67 anos, na noite deste sábado (24), na Moreninha II, foi um engano. Os criminosos deram cerca de 40 tiros e não matou um terceiro rapaz por não ver na porta.

Segundo a avó de Denner e esposa de Nelson, dona Regina, ouviu os tiros e pensou que eram bombinhas, quando saiu e encontrou a cena. “Achei que eram bombinhas, mas os tiros não paravam. Quando saí, meu neto já estava morto e meu marido caído. Eu não tinha mais o que fazer”, disse em lágrimas.

A mãe de Denner, Alexandra, contou que o pai tentou impedir a ação dos criminosos, mas acabou baleado com o filho. “Meu pai tentou entrar na frente para proteger e eles atiraram. Foram 40 tiros. A polícia confirmou. Foi uma execução”, relata.

A família acredita que o crime tenha sido um engano, já que Denner é trabalhador e atuava com o avô no lava rápido da família no mesmo local do crime. Mãe e avô também não acreditam que a morte fosse para o irmão de Denner, que estava na porta e não foi visto pelos atiradores.

“Ele também é um rapaz tranquilo, estuda, faz faculdade. Só não o mataram porque não o viram. Foi um milagre”, afirmou a avó.

Além das vítimas, o cachorro da família também foi atingido ao morder um dos atiradores. Segundo Alexandra, o animal reagiu ao ataque e acabou ferido e está no veterinário.

Imagens de câmeras de segurança da residência já foram entregues à polícia, que apura a motivação do crime. A família foi informada que um dos suspeitos já foi capturado, informação ainda não confirmada pela polícia.

As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital.

 



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