• Segunda, 17 de Agosto de 2026

ENTRE JET-SKI E CAVALOS, AÇÃO CONTRA O TRÁFICO APREENDEU MAIS DE R$ 10 MI DE QUADRILHA

FONTE: DOURADOS NEWS POR: REDAçãO CRéDITO: DIVULGAçãO/RECEITA FEDERAL


Força-tarefa feita pela Polícia Federal e a Receita Federal do Brasil durante a quinta-feira (14/8) resultou na apreensão de mais de R$ 10 milhões em bens dos investigados dentro da Operação Contra-Ataque III, deflagrada em Campo Grande e Jaraguari.

A ação mira grupo suspeito de atividades de tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo o balanço divulgado pela Receita Federal na tarde desta sexta-feira (15/8), ao todo 24 veículos entre caminhões, reboques, jet-ski e carros de luxo foram apreendidos.

Os servidores ainda encontraram R$ 9.150,00 em espécie, seis aparelhos de telefone celular – dois deles sobre uma laje - e apreenderam quatro computadores, joias, 10 armas de fogo, quatro cavalos e realizaram o sequestro de três imóveis.

Quatro pessoas acabaram presas em cumprimento dos mandados de prisão expedidos pela Justiça.

A OPERAÇÃO
A nova fase da Operação Contra-Ataque foi desencadeada após análise de materiais apreendidos em investigações realizadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado - FICCO/MG, relacionada a uma organização criminosa dedicada a comercialização de armas e drogas na região do Triângulo Mineiro.

Após a identificação de que os fornecedores estariam sediados em Campo Grande, houve decisão judicial da 1ª Vara Criminal de Uberaba (MG), autorizando o compartilhamento de provas, as quais foram encaminhadas à Superintendência da Polícia Federal no Mato Grosso do Sul para prosseguimento da apuração.

“Com o aprofundamento das investigações, foi possível constatar um complexo esquema elaborado para consecução da traficância, com a utilização de mercadorias agrícolas para ocultar as drogas e empresas, que apresentaram vínculos com os investigados, para o recebimento dos valores atinentes às negociações. Referidas empresas não possuíam lastro fiscal para a realização de substanciais movimentações financeiras, adotando atividades econômicas como comercialização de veículos e oficinas mecânicas para blindar a origem dos recursos”, diz em nota encaminhada a Polícia Federal.

Os mandados foram cumpridos em residências e estabelecimento empresariais (incluindo um haras), além do sequestro de contas bancárias e bens imóveis vinculados a pessoas físicas e jurídicas relacionadas com o esquema criminoso.



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