Policial
‘VERGONHA E MEDO’: AVÔ É SUSPEITO DE ESTUPRAR NETAS DE 5 E 7 ANOS
As crianças ficavam na residência dos avós enquanto a mãe trabalhava
FONTE: MIDIAMAX POR: LAYANE COSTA, THATIANA MELO CREDITO: IMAGEM ILUSTRATIVA
Um homem, de 54 anos, está sendo investigado suspeito de ter abusado sexualmente das duas netas, de 5 e 7 anos, em Campo Grande. Os abusos eram praticados no momento em que a mãe das crianças, de 29 anos, saía para trabalhar e deixava as filhas na casa dos avós.
O caso passou a ser investigado após a mulher procurar a polícia para denunciar o próprio pai. Ela havia notado um comportamento diferente nas filhas — que estavam trocando beijos na boca entre elas e também fazendo movimentos que insinuavam atos sexuais. Diante da situação, a mulher percebeu que algo de errado poderia estar acontecendo, visto que tais comportamentos eram considerados atípicos.
Em outro momento, enquanto a mulher dava banho na filha mais velha, percebeu que a região íntima da criança estava machucada. Ela chegou a questionar a criança o que estaria acontecido, mas a menor somente reclamou de dor e não contou o que teria provocado o machucado.
Segundo informações, a mãe também percebeu que as filhas estavam passando muito tempo com o avô. Ele sempre comprava salgados, doces ou as presenteava com dinheiro. Com isso, as meninas passaram a ficar no colo do suspeito, abraçando-o e beijando-o.
ABUSOS
Diante da desconfiança de que algo poderia estar acontecendo, a mulher, que deixava as filhas na casa dos avós das 12h40 às 22h, para trabalhar, resolveu visitá-las no seu horário de intervalo. Com isso, ao chegar à residência, encontrou a filha mais nova na cozinha com o suspeito. Contudo, quando ambos notaram a presença dela, ficaram assustados.
Diante da situação, a mulher chamou a filha para conversar no quarto. Imediatamente, a criança passou a chorar e contou para ela que o homem abraçava e dava beijos em sua boca. Confessou ainda que ele fazia o mesmo com a irmã mais velha. A menina acrescentou que o suspeito tirava o órgão genital para fora e ficava mostrando-o para elas.
A mãe esperou a filha mais velha retornar da escola, assim também questionou a menina sobre os fatos. Ela então afirmou que, além de o autor mostrar o órgão genital, ele teria, em determinado momento, abusado sexualmente dela. Ainda, afirmou ter medo e vergonha, por isso não havia contado anteriormente os abusos sofridos.
Na data do registro policial, uma equipe da Polícia Civil plantonista foi até a residência do suspeito, mas ele não foi encontrado. A mãe das crianças decidiu solicitar medida protetiva contra o autor.
O caso, que continua sendo investigado, chegou ao Conselho Tutelar e foi encaminhado ao MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).
