• Segunda, 17 de Agosto de 2026

MS TEM 25 FAZENDAS NA LISTA SUJA DO TRABALHO ESCRAVO

Nesta edição, foram incluídas 13 cadastros, colocando MS no ranking de estados com mais novos casos no Brasil

FONTE: CORREIO DO ESTADO POR: KARINA VARJãO CREDITO: DIVULGAçãO/MPT-MS


O Ministério do Trabalho e Emprego (MET) publicou na última segunda-feira (26) uma atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, a chamada Lista Suja.

Em Mato Grosso do Sul, 25 empregadores fazem parte da lista, onde 13 foram incluídos nesta edição, colocando o Estado em 3º lugar entre os maiores registros de estabelecimentos adicionados à lista neste semestre.

CONFIRA OS NOMES DOS EMPREGADORES E ESTABELECIMENTOS DO ESTADO NO DOCUMENTO:
1 - Airton de Araujo Gomes - Fazenda São José/Corumbá - 9 vítimas resgatadas
2 - Alair Ribeiro Fernandes - Fazenda São Francisco/Bonito - 4 vítimas resgatadas
3 - Alberto Junior Pellin - Fazenda Sucuri II/Caracol - 5 vítimas resgatadas
4 - Altemar Estevam - Fazenda Represa/Ribas do Rio Pardo - 12 vítimas resgatadas
5 - Antônio Paulo Mohamed Xavier - Fazenda Pousada do Sul/Corumbá - 5 vítimas resgatadas
6 - Aparecido Christofolli - Fazenda São Cristovão I/Nova Andradina - 19 vítimas resgatadas
7 - Carlos Alberto Tavares Oliva - Fazenda Rebojo/Corumbá - 4 vítimas resgatadas
8 - Claudinei Leite de Queiroz - Fazendo Santo Antônio/Corumbá - 1 vítima resgatada
9 - Cláudio Martinho Rojas - Fazenda Bandeirantes/Porto Murtinho - 7 vítimas resgatadas
10 - Cristiano Ribeiro Xavier - Fazenda Santa Rute/Corumbá - 3 vítimas resgatadas
11 - Fazenda Cerradinho LTDA - Fazenda Formoso/Bonito - 8 vítimas resgatadas
12 - João Silva de Souza - Fazendo São Lourenço/Ponta Porã - 5 vítimas resgatadas
13 - Kelis Bezerra da Silva LTDA - Fazenda São Joaquim/Angélica - 31 vítimas resgatadas
14 - LLB Prestadora de Serviços LTDA - Fazendo Campo Alegre/Corumbá - 8 vítimas resgatadas
15 - Márcio Antônio de Carvalho - Fazenda Boa Sorte/Porto Murtinho - 7 vítimas resgatadas
16 - Márcio Antônio Nantes - Fazenda Vaca Branca/Nova Alvorada do Sul - 5 vítimas resgatadas
17 - Moacir Duim Junior - Fazenda Carandazal/Corumbá - 4 vítimas resgatadas
18 - Nilson Pereira Bento - Fazenda Invernada do Piri/Porto Murtinho - 1 vítima resgatada
19 - Nilton de Araújo Gomes - Fazenda São José/Corumbá - 7 vítimas resgatadas
20 - Quirino Azevedo de Oliveira - Fazenda Nossa Sra. Aparecida/Corumbá - 1 vítima resgatada
21 - Sumaia Carvão Vegetal LTDA - Fazenda Piúva/Aquidauana - 9 vítimas resgatadas
22 - Valdinei Aparecido Roque - Fazenda Pedra Negra/Aparecida do Taboado - 20 vítimas resgatadas
23 - Vilso Gava - Chácara Sossego/Laguna Caarapã - 6 vítimas resgatadas
24 - Virgilio Mettifogo - Fazenda Marreta/Dourados - 7 vítimas resgatadas
25 - Wanderlei Lopes - Fazenda Guarujá/Caracol - 11 vítimas resgatadas

Ao todo, 199 trabalhadores em condições análogas à escravidão foram resgatados em Mato Grosso do Sul desde 2020.

A nova edição traz 159 empregadores, sendo 101 pessoas físicas e 58 pessoas jurídicas, o que mostra um aumento de 20% em relação à edição passada, segundo o Governo Federal.

De acordo com a Auditoria Fiscal do Trabalho, os casos registrados ocorreram entre 2020 e 2025, trazendo um total de 1530 trabalhadores resgatados das condições.

Compondo o ranking de maiores inclusões, aparecem os estados de Minas Gerais, com 33 novos empregadores, São Paulo, com 19; Mato Grosso do Sul, com 13; e Bahia, com 12.

Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Paraíba aparecem com oito casos cada. Pará, Rio Grande do Sul e Distrito Federal tiveram sete inclusões cada. Paraná e Goiás registraram cinco novos casos cada.

As atividades econômicas que mais registraram casos foram a criação de bovinos para corte (20 casos), serviços domésticos (15 casos), cultivo de café (9 casos) e construção civil (8 casos).

Lista suja
Criada em 2003, a “Lista Suja” foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 como uma medida de transparência ativa, já que é direito de todo cidadão o acesso à informação e dever dos órgãos públicos a divulgação de informações de interesse coletivo ou geral.

Publicada semestralmente, a lista tem como objetivo dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo, que envolvem a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), Polícia Federal (PF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e, eventualmente, outras forças policiais.

A inclusão só ocorre após a conclusão de processos administrativos e os nomes permanecem publicados por dois anos. Nesta atualização divulgada nesta semana, foram excluídos 184 empregadores que já haviam completado esse período.



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