O ÚLTIMO PEDIDO DE SOCORRO
TRABALHADOR MORRE APÓS ATAQUE BRUTAL DE JAVALI EM FAZENDA
O que deveria ser uma manhã de trabalho rotineira transformou-se em uma tragédia que chocou a comunidade de Douradina. Edson Granzotto, de 35 anos, foi encontrado morto após tentar, desesperadamente, pedir ajuda por um rádio comunicador
POR: REDAçãO, PRONTO FALEI CREDITO: REPRODUçãO
O silêncio das matas em Douradina, que costumava ser o cenário familiar da rotina de Edson Granzotto, tornou-se o palco de um desfecho inimaginável. Edson, um homem que trocou sua terra natal em Três Palmeiras, no Rio Grande do Sul, pela oportunidade de trabalhar como operador de máquinas em uma fazenda no Paraná, teve sua vida interrompida precocemente neste sábado, dia 25.
O ÚLTIMO CHAMADO
Edson conhecia bem a região. Habitualmente, circulava pelo terreno da propriedade, uma área vasta onde a presença de animais silvestres, como javalis e porcos-do-mato, já era um alerta constante para quem vive no campo. No entanto, o que deveria ser apenas mais um dia de trabalho converteu-se em uma luta pela sobrevivência.
De acordo com informações apuradas, em um momento de angústia e dor, Edson ainda conseguiu utilizar seu rádio comunicador. Do outro lado da linha, um colega de profissão recebeu o aviso: Edson estava ferido.
O funcionário partiu em direção ao local indicado, mas, ao chegar, deparou-se com uma cena desoladora. Apesar da tentativa desesperada de pedir socorro, Edson não resistiu aos ferimentos e já estava sem vida.
RASTRO DE UMA FATALIDADE
A equipe da Polícia Civil e a perícia técnica foram acionadas para examinar o local. Em meio à mata fechada, os investigadores encontraram marcas que não deixavam dúvidas sobre a causa da tragédia: pegadas compatíveis com animais de grande porte da espécie javali.
A análise preliminar do corpo revelou quatro lesões profundas na perna esquerda da vítima, ferimentos graves e consistentes com o ataque feroz desses animais, que são conhecidos pela agressividade quando acuados ou em busca de território.
INVESTIGAÇÃO EM CURSO
O caso, que agora é tratado pelas autoridades competentes, levanta um alerta sobre a periculosidade da convivência em áreas de mata preservada. A polícia segue investigando as circunstâncias exatas do incidente, tentando compreender como o trabalhador foi surpreendido em meio a suas atividades diárias.
Para a família, os amigos e colegas de trabalho, resta agora o luto e a dor pela partida repentina de um homem que, até seus últimos instantes, buscou bravamente uma forma de sobreviver.
