• Terça, 11 de Agosto de 2026

NESTA 3ª-FEIRA, ACONTECE A PRÉ-ESTREIA DO DOCUMENTÁRIO ’80 ANOS DA COLÔNIA AGRÍCOLA NACIONAL DE DOURADOS’

FONTE: FOLHA DE DOURADOS POR: REDAçãO CREDITO: DIVULGAçãO


O anfiteatro Celso Müller do Amaral, na Escola Estadual Presidente Vargas, recebe no dia 11 de agosto a exibição do curta-metragem documentário “80 Anos da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND) 1943-1969”.

 

Dirigido pelo cineasta Fabrício Borges e gravado entre os anos de 2024 e 2026, a obra de 25 minutos é voltada para estudantes do ensino fundamental 2 e do ensino médio, o documentário resgata o processo histórico responsável pela criação de diversas vilas, distritos e municípios no sul de Mato Grosso do Sul.

RESGATE HISTÓRICO E TERRITORIAL

 

Mais do que um registro visual, a obra possibilita ao espectador conhecer a fundo a região da Grande Dourados e compreender as políticas públicas de colonização implantadas na época sem deixar de lembrar a presença ancestral dos povos originários que habitavam a região muito antes da chegada dos colonizadores. Essas ações governamentais foram o motor para formar, povoar e desenvolver o sul de Mato Grosso do Sul.

Com recorte temporal centrado no período de atuação da CAND (de sua criação em 1943 até sua extinção em 1969 pelo governo federal), o filme passa por nove municípios originários dos projetos das Colônias Agrícolas, municipal e nacional, entre os municípios de Dourados, Itaporã, Fátima do Sul, Vicentina, Glória de Dourados, Jateí, Douradina e Deodápolis, além dos distritos da região. A obra intercala imagens atuais gravadas nos locais com fotografias antigas do acervo regional.

UM OUTRO OLHAR: O PROTAGONISMO INDÍGENA

 

A produção também propõe uma reflexão profunda sobre o território. Ao celebrarmos a história de Dourados e as marcas deixadas pela colônia agrícola, faz-se fundamental reconhecer aqueles que a construíram e habitavam a região anteriormente. Os povos originários Kaiowá, Guarani e Terena são parte integrante do tecido social e merecem ser devidamente reconhecidos como parte essencial da história de Dourados e de todo o estado.

EMBASAMENTO TEÓRICO E PLURALIDADE CULTURAL

 

A fundamentação teórica dos argumentos e a narração do documentário são assinadas pelo historiador, poeta e escritor Prof. Dr. Carlos Magno Mieres Amarilha, a edição e finalização do documentário foi feita pela também cineasta Tatiana Varela Besteiro, enquanto a trilha sonora foi composta pelos músicos Fernando Dagata e Simão Gandhy.

Para retratar a diversidade étnica e cultural que formou a região (unindo povos originários Terena, Guarani e Kaiowá, e migrantes e imigrantes), o filme traz entrevistas com: Celino Ramos Chimenez, Presidente da Colônia Paraguaia de Dourados; Luciano da Silva Borges, Presidente do Centro de Tradições Nordestinas de Dourados (CTN); Ermínio Guedes, ex-presidente do Centro de Tradições Gaúchas de Dourados (CTG) e Emislene Silva Mariano, Professora de etnia Terena, com 19 anos de atuação na reserva indígena de Dourados e Suzana Arakaki, Professora de História na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS – Amambai).

Inclusão e acessibilidade. Financiado pela Lei Paulo Gustavo, FCMS Nº 09/23 EDITAL PARA FOMENTO A AÇÕES CULTURAIS DE AUDIOVISUAL MATO GROSSO DO SUL @minc, o evento de lançamento contará com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) ao vivo e assistência da equipe de produção com orientação em linguagem simples. A obra também disponibilizará versões digitais com audiodescrição, legendas e Libras para a rede escolar e o público em geral.



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