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MUNICÍPIO DE ANGÉLICA QUER FAZER PARTE DE MONUMENTO AO COLONO DE DOURADOS
Conselho rejeita proposta porque cidade não integrou a CAND
FONTE: DOURANEWS POR: REDAçãO CREDITO: DIVULGAçãO
O Conselho Municipal de Política Cultural rejeitou, em reunião realizada no dia 28 de agosto passado, a proposta que vem sendo discutida, em segmentos isolados, da inclusão do nome do município de Angélica entre os contemplados na composição do Monumento ao Colono, inaugurado no dia 8 de dezembro de 1992, em Dourados.
A obra, idealizada pelo arquiteto Luiz Carlos Ribeiro, é uma homenagem aos colonos da CAND (a Colônia Agrícola Nacional de Dourados) que contribuíram para o desenvolvimento da cidade.
A informação de que Angélica pretende ‘fazer parte’ do Monumento foi levada à reunião do Conselho pelo vereador Franklin Schmalz (PT), depois de conhecer esse interesse junto a outro vereador (ele não citou nome do autor) que já teria, inclusive, protocolado um pedido nesse sentido na Câmara para acrescentar na obra tombada a cidade de Angélica.
O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, que iniciou a carreira política como prefeito de Angélica, na década de 80, é um dos que advogam essa causa.
A conselheira Márcia Bortolli Uliana, Doutora em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Grande Dourados, onde coordena pesquisas sobre Patrimônio cultural, Ensino de História, Cidade, Identidade e Memória, explicou aos presentes, na reunião do CMPC, que na época em que o monumento foi erguido Angélica não foi relacionada.
As cidades e regiões destacadas pelo monumento em Dourados foram os distritos de Panambi, São Pedro, Vila Vargas e Indápolis em Dourados e os municípios de Fátima do Sul, Glória de Dourados, Deodápolis, Vicentina, Jateí, Douradina e Cruzaltina.
“O Monumento ao Colono foi erguido para homenagear os trabalhadores rurais que vieram de diversas partes do Brasil para a região após a criação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados em 1943 e a cidade de Angélica não faz parte deste início”, defendeu ela.
O município de Angélica foi criado em 13 de maio de 1976, desmembrado do município de Dourados. Antes da criação do estado de Mato Grosso do Sul, Angélica era um povoado que foi elevado à categoria de distrito em 1963 e, posteriormente, emancipou-se para se tornar município.
A CAND
O agente público Jorge Coutinho Aguirre, conhecido como Dr. Aguirre, foi o primeiro administrador da CAND, a Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND). Ele implantou técnicas agrícolas mais avançadas na construção de estradas, pontes, casas, igrejas, prédios administrativos e de apoio, com o objetivo de criar núcleos autossustentáveis e prósperos na região.
Na época, Aguirre foi responsável pelo primeiro projeto de Reforma Agrária no país. Ele teve o trabalho de organizar a demarcação e distribuição harmônica de terras no município. Elee foi administrador da Colônia Agrícola de 1943 a 1950, período em que comandou a construção do trecho da BR-163 que liga à cidade a Rio Brilhante, viabilizando a ligação rodoviária até Campo Grande.
