• Segunda, 15 de Junho de 2026

ISA MARCONDES DETONA PREFEITA DE CAMPO GRANDE E PROMETE EXPOR 'DESTRUIÇÃO' DA CAPITAL

POR: REDAçãO PRONTO FALEI CREDITO: DIVULGAçãO


Prefeita é acusada de usar medida protetiva para “censurar” crítico de sua gestão

Uma decisão judicial explosiva incendiou o cenário político de Mato Grosso do Sul. O juiz Márcio Alexandre Wust concedeu uma medida protetiva de urgência, baseada na Lei Maria da Penha, a favor da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), contra o influenciador digital Bruno Ortiz.


A medida, que obriga o ativista a manter distância de 100 metros da prefeita e de seus familiares, gerou forte reação da oposição, liderada pela vereadora Isa Marcondes (Republicanos), de Dourados, que classificou a ação como um ato de censura institucional.


Bruno Ortiz vinha incomodando a gestão municipal ao confrontar o deputado estadual Lídio Lopes (Avante), marido da prefeita, em reuniões nos bairros. O influencer denunciava o uso político de igrejas e a nomeação de pastores na prefeitura. Como protesto contra a restrição judicial, Ortiz passou a postar vídeos nas redes sociais com a boca amordaçada.


"É um absurdo ver uma representante eleita pelo povo chegar ao ponto de pedir medida protetiva para não ouvir justamente aqueles que lhe deram o mandato. Censura eu não vou aceitar. Censura é uma vergonha!", detonou Isa Marcondes.


Famosa por sua trajetória polêmica em Dourados, a vereadora manifestou solidariedade ao influenciador e subiu o tom: ameaçou ir pessoalmente a Campo Grande para assumir o papel de fiscalizadora e mostrar na internet os problemas da capital, como buracos nas ruas e a falta de medicamentos nos postos de saúde.


O caso dividiu opiniões e provocou uma enxurrada de críticas nas redes sociais e portais de notícias locais.


Renato Gomes (Candidato a Governador - DC), saiu em defesa do influenciador, afirmando que Ortiz está com seu "direito constitucional cassado" e acusou a prefeita de usar a máquina jurídica para blindar o marido no ano eleitoral.

 

A página 'Polícia Municipal BR', pontuou que o episódio acende um alerta perigoso sobre os limites entre a proteção da integridade pessoal de autoridades e o direito à livre expressão e fiscalização popular.


Nas redes, a reação popular foi majoritariamente hostil à prefeita. Leitores e eleitores classificaram a decisão como a "maior piada do judiciário sul-mato-grossense" e prometeram dar a resposta nas urnas. Enquanto a prefeitura tenta conter o desgaste, a oposição promete transformar o caso no principal combustível contra a atual gestão de Campo Grande.

 



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